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Pensando em uma educação para todos e por todos
*Lilian Fernando Coggo da Silva
Como todos os anos 2020 iniciou-se diante de muitas esperanças, sonhos, expectativas e projetos. Quem não inicia um ano sempre sonhando com mudanças positivas em suas vidas?
Na passagem de ano muitos pensam em emagrecer, outros querem arrumar um companheiro e se casar, tem os querem pagar suas contas ou arrumar um emprego. Enfim, sonhos e projetos sempre existem no imaginário de cada um!
Já os estudantes (independentemente da idade, série ou nível) querem iniciar as atividades, desenvolver as aprendizagens da melhor forma possível e “passar de ano” de preferência sem recuperação.
Agora o que ninguém imaginava era que 2020 iria entrar para os livros de história como um ano “divisor de águas”.
Nenhuma pessoa por mais catastrófica que fosse ousaria a falar que iria surgir um vírus altamente contagioso que viria ser responsável por milhares de internações e mortes em todo o planeta.
Esse vírus chamado Covid-19 ou coronavírus veio para mudar a rotina de todos.
Suspeita-se que o minúsculo inimigo invisível surgiu em um país distante do Brasil, contudo diante da evolução dos meios de transporte, da popularização do turismo e até mesmo do próprio processo de globalização econômica o vírus se espalhou rapidamente pelo mundo todo, causando muitas dúvidas a respeito da doença que ele causava e consequentemente as mortes, o aumento do desemprego e o pânico em toda população.
Notícias, fatos, boatos, fake news e simulações sobre o Covid-19 tomaram conta das redes sociais e das mídias de massa de todo mundo. A única certeza que passou a existir era que tudo era incerto, ou seja, como era um vírus novo ninguém sabia nada de concreto ainda sobre o vírus. As pesquisas se espalharam por todo o planeta e a busca pela vacina se tornou a “bala de prata”.
Para tentar conter a propagação do coronavírus foi necessário tomar algumas medidas drásticas e impopulares como, por exemplo: o distanciamento social; a obrigatoriedade do uso de máscara e medidas de higiene pessoal. Sabe-se que com essa medida muitas áreas foram afetadas, entre elas destaca-se o setor de serviços e, em especial, a área de educação em todos os níveis das creches até a pós-graduação.
Professores e alunos mais que rapidamente precisaram ficar distantes e quando possível aderiram ao ensino remoto, ponderando justamente em evitar que o ano letivo fosse mais prejudicado, ou até mesmo perdido.
O planejamento acadêmico de certa forma expirou e necessitou ser reformulado. Adaptações precisaram ser feitas, já que o processo de ensino/aprendizagem em sua grande maioria era presencial e a necessidade do distanciamento social o inviabilizava.
Poucos eram os casos de escolas/faculdade e universidades que possuíam plataformas digitais para a educação remota. Enfim, o desafio estava lançado. Repensar as diversas maneiras de ensinar, aprender, dialogar e sanar as dúvidas, foram apenas alguns dos desafios de milhares de educadores envolvidos no processo. Ter um equipamento conectado à internet de qualidade que funcione sem interrupções era outro desafio. O fato é que os atores aqui envolvidos procuram a melhor forma de interagir, buscando novas plataformas e aplicativos para o ensino remoto.
Outro ponto a ser lembrado é que aulas remotas são diferentes de aulas presenciais e os professores, alunos e até mesmo pais tiveram que se adaptar de forma urgente a tal mudança.
Enfim, 2020 se mostrou um divisor de águas para o mundo e para a educação. Muitas barreiras têm sido quebradas e outras tem sido demonstrada todos os dias nessa área. Contata-se que juntos temos que aprimorar a forma de aprender e ensinar visando uma educação para todos e por todos. Contudo não podemos colocar um tapume em parte nesta reflexão sem destacar aqui que milhares de crianças, jovens e adultos ficaram para trás neste processo de adaptação urgente e compulsório, uma vez que, o ensino remoto não chegou até eles ou mesmo que não tiveram condições de chegar até o ensino remoto.
*Acadêmica do curso de Ciências Contábeis do Campus da UFMS de Três Lagoas
Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Jornal da Nova
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